Procure em minha mente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Maldita linha do tempo.

Eu penso muito no presente.
Já que é ele que decidirá meu futuro.
Tenho essa estranha mania de que tudo que eu faço é ruim ou mau feito.
Acho que é dai que veio essa despreocupação.
Um dia pode ser que eu perceba onde me encaixo.
Um dia pode ser que eu decida o que é certo.
Até lá viverei pensando nas coisas erradas que fiz e como meu presente é fruto do passado (que já fora um presente).
Não me arrependo de nada e me arrependo de tudo.
Sou feliz agora graças ao que já aconteceu.
Mas será que o meu presente seria o mesmo sem o meu passado ?

Regras são vitais. Para mim são.

Eu sigo um pequeno conjunto de regras que ditam o que eu devo pensar a respeito de algumas coisas. Podem até soar clichê, mas elas fazem com que eu não me perca. Elas controlam meu estilo de vida. Na verdade, não são elas que me controlam e sim eu que as controlo, já que elas se alteram de acordo com o meu pensamento a respeito do amor, bebidas, sexo, política.
Observo o mundo a minha volta e vejo pessoas que mudam seu jeito de ser de acordo com que suas amizades mudam. Pessoas jovens que parecem não seguir uma linha certa, preferindo aproveitar o momento (o que acho bobeira, já que o nosso momento pode durar mais de 80 anos) há manter uma postura madura e segura. O perigo e a falta de compromisso se tornaram sinônimos de diversão e proveito.
Vejo crianças que cada vez menos pensam a respeito do que fazem e tomam atitudes cada vez mais imaturas. Posso estar errado na cabeça de quem está lendo, mas ainda não muda o que realmente acontece. Digam o que quiser. Que é normal nessa idade. Que é uma fase de mudanças. Mas isso sempre será algo errado dentro do meu ponto de vista.
Nunca fui alguém acomodado com a situação. Posso ser alguém até critico demais, mas não acho isso ruim. Precisamos de pessoas que andam contra o fluxo, pois só assim o mundo perceberá quando algo está errado. 
Meu único conselho é: Usem filtro solar. 
Brincadeira... Pensem duas vezes antes de tomar uma atitude, isso fará com que você perceba quando algo é errado ou banal. Eu mesmo cometi o erro de não seguir esse conselho.

Always break your mind.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Não acredito que a nossa politica tenha se tornado um circo. Diversos palhaços de todos os tipos e cores, tentando se eleger.
São essas coisas que fazem com que eu perca a fé nesse país. Não sou alguém que se diz (falsamente) patriota.
Essa decepção é formada a partir de um patriotismo escondido, usando como base o desejo de um país melhor.
Famosos usam o horário eleitoral para promover seus filhos e outros abusam de sua fama para ganhar votos.
Novamente, não acredito que alguém como o Tiririca tenha alguma chance de ajudar nosso país. Como ele mesmo diz: "Não sei o que um deputado federal faz, mas votem em mim que eu te conto quando chegar lá."
É a mesma coisa que alguém querer ser ufólogo sem saber o que é isso.
A cada eleição que passa, o Brasil perde sua chance de mudar, pois abusa dessa chance para ridicularizar o momento, ao invés de mostrar a diferença que alguém pode fazer.
Qual a dificuldade de não cair na tentação de roubar e fazer algo pelo país ? Gostaria eu de estar lá, para provar a esses politicos de mente fraca como se faz um mandato de qualidade.
Mas assim mesmo, as pessoas fecham os olhos e dão risada da situação, já que nada é mais engraçado do que um comediante idiota se elegendo.

Goddamnit MindBreak

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cronicas da Morte

Passos ecoavam no vazio daquele corredor xadrez. As pilastras feitas de puro mármore eram iluminadas pela luz que as velas dos candelabros emanavam, dando um ar fúnebre ainda maior.
 Da escuridão surgiu algo semelhante a um homem, coberto por um capuz que lentamente andou em direção ao final do percurso, onde uma porta guardada por mais dois encapuzados o esperava.
Ao chegar perto o bastante, o homem levantou sua mão direita e reverenciou os dois guardas que retribuíram o gesto abrindo a porta, onde diversas cenas do passado, presente e futuro estavam esculpidas.
O salão seguinte era iluminado pobremente por algumas velas majestosamente posicionadas, que juntas criavam uma atmosfera depressiva. Os únicos barulhos que se ouviam eram dos sapatos do misterioso homem que acabara de entrar no local, até que uma voz doentia e forçada cortou o silêncio:
-Parece que nosso irmãozinho chegou meu caro Suicídio!
-Eu não sou surdo Peste. Abra a claraboia para podemos vê-lo! – Uma segunda voz respondeu de forma irônica e áspera, seguindo-se de risadas maliciosas.
Mais passos ecoaram no interior do salão e em seguinte um estrondo deu inicio a abertura da claraboia que, aos poucos, permitiu a entrada de luz, revelando o homem encapuzado. Suicídio levantou-se de sua cadeira, revelando diversas imagens de pessoas tirando a própria vida.
Seu corpo era repleto de marcas de amarras, cortes enchiam seus braços. Seu rosto lembrava a de um viciado. Todas essas marcas vindas dos seres que não aguentaram viver nesse mundo.
Suicídio, apesar das marcas que ganhava, admirava os humanos. Não todos, mas aqueles que terminavam sua própria vida por motivos nobres ganhavam um lugar especial em usa memória. Sua cadeira ganhava uma nova história cada vez que a morte se admirava. Lá estavam diversos monges que atearam fogo em si mesmos como protesto.
-Porque toda essa roupa Homicídio? Tem algo para esconder de seus irmãozinhos?
O homem não hesitou e logo começou a tirar o capuz, revelando sua mão esquelética. Conforme o capuz escorregava para trás de sua cabeça, cabelos iam caindo. Homicídio possuía longos cabelos escuros, olhos negros como a noite e uma pele pálida repleta de manchas de sangue.
- Você está muito bem irmão! – Ira exclamou rindo – Os pobres humanos devem estar  se destruindo! Suas manchas não param de aumentar!
-Cale a boca Suicídio... Cale a boca! Tenho péssimas noticias, Cronos quebrou o contrato! Agora querem que todos nós paguemos o preço por isso. Seremos enviados para o mundo humano!
-Isso não é hora de brincar conosco! – Peste e seu corpo fediam à doença. Tudo, até sua personalidade lembrava um homem asqueroso e extremamente doente. Até seus irmãos relutavam em ficar ao seu lado, principalmente Desastre. O mesmo intrometeu-se após um arroto sonoro que ecoou por todo o salão. – Não sobreviverei sem as minhas moscas e sem os meus dias sem banho!
-Não é brincadeira! Bem que eu queria que fosse! – Homicídio foi interrompido pela porta, que fora aberta.
Um corpo foi jogado para dentro do salão aos pés das três mortes. Seguindo-se por um ser enorme. Seus chifres saiam pelo elmo que cobria sua face de onde exalava uma fumaça escura, refletindo parcialmente a luz que entrava pela claraboia. Cada passo que o gigante dava, suas botas metálicas chocavam-se contra o chão rochoso.
As três mortes arregalaram seus olhos, enquanto peste sorrateiramente rondava o ser.
Suicídio logo gritou com o gigante:
- Quem seria esse monstro a minha frente? Pedindo para morrer?
- Como ousa falar com um superior desse jeito seu verme insolente? Não vê que posso acabar com os três somente com minhas palavras?
Enquanto isso, Peste havia pulado sobre o gigante e retirando seu elmo a força. Revelando sua face negra. Seus olhos haviam sido retirados e de suas órbitas exalavam fumaça. Sua boca costurada em couro permitia somente uma pequena abertura, de onde sua voz sombria saia.
 Homicídio estava preparando sua fuga, quando avistara outro ser encostado na porta quebrada. Apesar da capa que cobria seu corpo, era possível perceber características femininas. Os três não acreditavam que Ira e Luxúria haviam ido pessoalmente para penalizá-los.
Sabendo que nada podia ser feito para evitar o destino, os três desistiram de fugir. Andaram calmamente até Ira e entregaram-se.


Os Jardins Perdidos possuíam um ar diferente dos jardins comuns. As flores negras exalavam um perfume mortal. As árvores eram feitas das almas das pessoas que faleceram nas mãos da natureza. Onde suas faces estavam “esculpidas” por todo o tronco. E lá Desastre as cultivava, regando-as com as lágrimas dos entes queridos que choravam pela perda.
A luz do Sol iluminava o corpo nu da morte responsável pelos desastres causados pela mãe natureza.  Suas tatuagens cobriam boa parte de seu corpo e somente suas costas estavam limpas de marcas. Apenas o espaço ainda não preenchido revelava o tom pálido de sua pele.
Um pássaro transparente voou silenciosamente em torno do corpo da morte e pousou carinhosamente em seu ombro tatuado.
Algo semelhante a um piar foi ouvido e Desastre o acariciou, enquanto sua mão tremia. A noticia a assustava tremendamente. Para uma morte, o ato de virar humano era a pior punição possível. Recuperar a capacidade de ter sentimentos, sentir dor, "ter" familiares só piorava seu estado.
Nada preocupava Desastre mais do que a ideia de ter suas plantas queridas abandonadas. Sozinhas, elas iriam secar e assim, as pessoas se esqueceriam delas.
Ela tinha que fazer algo. Não. Ela devia fazer algo para evitar isso.
Desde o nascimento da Terra, milhões de mortos foram levados por ela. Desde os gigantes dinossauros até os frágeis humanos sucumbiam diante do poder de sua mãe. Agora mais do que nunca. Os tolos não conseguiam administrar seu poder sobre o mundo e estavam destruindo-o.
Calmamente Desastre olhou-se no espelho e imaginou o que completaria a história contada em seu corpo. O fim da civilização humana. Finalmente seu destino estaria completo. Ela poderia se tornar um deus. Superior a qualquer outra "Morte". Exceto seu irmão mais velho.
-"Idiota" -  Ela pensou. - "Você conseguiu chegar tão longe e desistir?"
Seu pensamento foi interrompido por alguém que chegava pelo portal principal do jardim.
Mal pôde conter a infelicidade em seu rosto de ver justo aquele homem.
-Avareza! - Gritou Desastre - Você sabe que não é bem vindo aqui.
-Irmãzinha! Você irá me expulsar assim? E a minha calorosa recepção?
-Apenas os merecedores tem lugar aqui e você, certamente, não é um deles!
-Você sabe o meu propósito aqui não? - Avareza respondeu chegando perto da morte.
Uma moeda de ouro rolava entre seus dedos, passando de um em outro. Uma longa barba, curiosamente feita de ouro, escondia boa parte de seu rosto. Sua roupa, uma capa também feita de ouro, encostava levemente na grama alta do jardim e isso o incomodava. A única parte visível de seu corpo eram sua careca e seus olhos. Suas mãos estavam vestidas em grossas luvas douradas.
Desastre sabia o motivo e isso a irritava mais ainda. Na verdade, tudo naquele homem a irritava.
-"Maldito Cronos" - pensou novamente - "Como pode ser tão egoísta?"
Novamente seu pensamento foi interrompido.
-Não tente lutar! - Cortou Avareza - Minha pequena Dé!
-Não me chame assim novamente ou irá se arrepender! - Desastre retrucou furiosa.
-Me desculpe! Desculpe-me! Não quero iniciar uma briga desnecessária! Eu só recebi ordens do meu superior! - Apesar da ironia em sua voz, foi possível sentir uma ponta de medo presente.
Retirando sua luva, Avareza arrancou uma rosa e a ofereceu. Instantaneamente, a flor adquiriu a cor dourada e petrificou. Havia transformando-se em ouro puro.
-Podemos ir ? - perguntou oferecendo a flor.
Sua resposta foi um tapa, que derrubou o presente. Assim então Desastre se entregou e acompanhou Avareza até o portal.

Era necessário muito para assustar as Mortes. Principalmente Guerra. Nascido no confronto entre os primeiros seres-vivos, nunca se abalou. Presenciou os momentos mais perturbadores da história. Do primeiro passo dos seres-vivos na terra a extinção dos dinossauros. Da destruição da Europa pela peste negra (Maldito seja Peste, exagerado como sempre) a Segunda Guerra Mundial. E ele ainda sabia: havia muito por vir.
Guardião das prisões etéreas, Guerra impedia que almas de grande valor voltassem a vida, pois posteriormente teriam a oportunidade de se transformar em Mortes.
Sempre junto de seu servo Fome, os dois faziam com que os seres-vivos pagassem por sua sede de poder, apesar de que somente os humanos trouxeram para si esse pesadelo.
Semelhante a um gladiador, Guerra era repleto de cortes, buracos e furos que adquiria de suas vitimas. Como Desastre, um lugar intocado em suas costas estava reservado para a maior das guerras: aquela que traria a destruição dos humanos e o levaria ao posto mais alto.
Fome por outro lado, era semelhante a um esqueleto negro. Traços da carne que pertencia ao seu corpo antigo ainda restavam presas em seus ossos. Cada ser vivo que morria da negação de alimento fazia com que essa morte perdesse parte de seu corpo. Fome odiava os humanos, que haviam o transformado nessa aberração. Somente o fato de não ser tão feio quanto peste ainda o confortava.
Guerra calmamente andou ao lado de Fome. Enquanto andavam, uma pequena abertura, semelhante a uma janela passou por eles e curiosos olharam por ela esperando ver Cronos.
- Não deve demorar muito para virem nos capturar. Devemos tentar fugir ou esperamos? – Perguntou Guerra.
- Não sei. Se tivermos sorte e Preguiça não vier atrás de nós, teremos uma chance.
- Eles já devem esperar por isso.
- Será que eles são tão espertos?
- Está duvidando deles? Então você será o primeiro a morrer! – Guerra já estava ficando nervoso. – Vamos logo e não se surpreenda por nada!
Após a breve conversa, os dois já haviam começado a correr em direção as escadas. Ao fim do corredor começavam os degraus em espiral. Acima era possível ouvir os passos de Preguiça, calmamente descendo as escadas. Abaixo estavam os corredores que davam nos Jardins Perdidos.
- Será que Desastre já foi pega? – Fome perguntou preocupado.
- Muito provável Na verdade, todos já devem estar fugindo ou foram capturados.
Após muito tempo correndo pelos corredores escuros, o bocejo estava cada vez mais baixo.
Uma pequena brisa podia ser sentidae junto a um pequeno facho de luz que crescia gradativamente, que aos poucos foi ofuscando a visão do que havia atrás do portal.
Ao sairem uma silhueta começou a ser formada e uma cadeira estava posicionada entre as moitas douradas.
Um bocejo ecoou por todo o jardim e Guerra virou-se para verificar. Preguiça estava parado, encostado na parede, olhando calmamente para os fugitivos. Um silencio pairou até que outro bocejo seguido de uma exclamação o cortou:
- Como vocês demoram! - Bocejou Preguiça - Depois eu que sou o lento por aqui.
- Cale a boca! Cale essa boca! Você não vale uma palavra que vc fala! Essa rebelião que  vocês estam fazendo é ridicula! Não fizemos nada de errado!
Bocejando Preguiça riu e disse: - Acho melhor VOCÊ ficar quieto! - A partir dai Guerra e Fome não foram mais vistos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Something Wrong

I live in a country where people fight for their beloved soccer, but are blind when the politicians stole our money and rights.
I live in a country where they don't have education with the weaker and older.
I live in a country where I can't go work calmly and peacefully... There's always a crazy guy to piss me off.
There's nothing I can do... How can I change millions of people ?
I can only complain here and wait what the future brings to this brainless nobodies!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aline

Não acredito que conheci alguém como você.
Tão perfeita e tão diferente de tudo que eu esperava.
Não poderia querer algo melhor.
Esperar tanto tempo para sentir o seu toque acaba comigo.
Cada segundo sem você, só aumenta a vontade de estar deitado, sem fazer nada. Com você!
Os dias que eu passo sem você, me mostram como precisamos de alguém ao nosso lado para nos completar.
Minha vida é vazia sem você para me acompanhar.
Alguém que, ao mesmo tempo, eu invejo e sinto orgulho.
Cada palavra sua toca meu coração de um jeito que você não imagina.
Mexe com a minha mente e destrói meu medo de te perder.
Minha vida inteira, conheci pessoas que me decepcionaram e parece que algo em você, tirou a descrença que eu tinha de todos.
Suas atitudes, até mesmo as que me incomodam, me deixam feliz.
Cada uma delas, completa esse meu jeito teimoso e bobo.
E se você estiver disposta a aguentar isso, prometo que nunca te deixarei.
Alguém como você é inexplicavel. Sua inteligencia e sua beleza te tornaram algo além do perfeito.
Você é a minha vida agora, sem você, sou mais um qualquer perdido no mundo.
Eu te amo minha namorada. Eu te amo mais do que tudo!
Peço que você não desista de mim, porque nunca desistirei de você.